quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O sábio e a vaquinha

Era uma vez, numa terra distante, um sábio chinês e seu discípulo. Certo dia, em suas andanças, avistaram ao longe um casebre. Ao se aproximar, notaram que, a despeito da extrema pobreza do lugar, a casinha era habitada. Naquela área desolada, sem plantações e sem árvores, viviam um homem, uma mulher, seus três filhos pequenos e uma vaquinha magra e cansada. Com fome e sede, o sábio e o discípulo pediram abrigo por algumas horas. Foram bem recebidos. A certa altura, enquanto se alimentava, o sábio perguntou:
“Este é um lugar muito pobre, longe de tudo. Como vocês sobrevivem?”
“O senhor vê aquela vaca? Dela tiramos todo o nosso sustento”, disse o chefe da família. Ela nos dá leite, que bebemos e também transformamos em queijo e coalhada. Quando sobra, vamos à cidade e trocamos o leite e o queijo por outros alimentos. É assim que vivemos.
O sábio agradeceu a hospitalidade e partiu. Nem bem fez a primeira curva da estrada, disse ao discípulo:
“Volte lá, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali em frente e atire-a lá pra baixo.”
O discípulo não acreditou.
“Não posso fazer isso, mestre! Como pode ser tão ingrato? A vaquinha é tudo o que eles têm. Se eu jogá-la no precipício, eles não terão como sobreviver. Sem a vaca, eles morrem!”
O sábio, como convém aos sábios chineses, apenas respirou fundo e repetiu a ordem:
“Vá lá e empurre a vaca no precipício.”
Indignado, porém, resignado, o discípulo voltou ao casebre e, sorrateiramente, conduziu o animal até a beira do abismo e o empurrou. A vaca, previsivelmente, estatelou-se lá embaixo.
Alguns anos se passaram e durante esse tempo o remorso nunca abandonou o discípulo. Num certo dia de primavera, moído pela culpa, abandonou o sábio e decidiu voltar àquele lugar. Queria ver o que tinha acontecido com a família, ajudá-la, pedir desculpas, reparar seu erro de alguma maneira. Ao fazer a curva da estrada, não acreditou no que seus olhos viram. No lugar do casebre desmazelado havia um sítio maravilhoso, com muitas árvores, piscina, carro importado na garagem, antena parabólica. Perto da churrasqueira, estavam três adolescentes robustos, comemorando com os pais a conquista do primeiro milhão de dólares. O coração do discípulo gelou. O que teria acontecido com a família? Decerto, vencidos pela fome, foram obrigados a vender o terreno e ir embora. Nesse momento, pensou o aprendiz, devem estar mendigando em alguma cidade. Aproximou-se, então, do caseiro e perguntou se ele sabia o paradeiro da família que havia morado lá havia alguns anos.
“Claro que sei. Você está olhando para ela”, disse o caseiro, apontando as pessoas ao redor da churrasqueira.
Incrédulo, o discípulo afastou o portão, deu alguns passos e, chegando perto da piscina, reconheceu o mesmo homem de antes, só que mais forte e altivo, a mulher mais feliz, as crianças, que haviam se tornado adolescentes saudáveis. Espantado, dirigiu-se ao homem e disse:
“Mas o que aconteceu? Eu estive aqui com meu mestre uns anos atrás e este era um lugar miserável, não havia nada. O que o senhor fez para melhorar tanto de vida em tão pouco tempo?”
O homem olhou para o discípulo, sorriu e respondeu:
“Nós tínhamos uma vaquinha, de onde tirávamos nosso sustento. Era tudo o que possuíamos. Mas, um dia, ela caiu no precipício e morreu. Para sobreviver, tivemos que fazer outras coisas, desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos. E foi assim, buscando novas soluções, que hoje estamos muito melhor que antes.
(Autor desconhecido)

16 comentários:

  1. Hudson.7ºb

    Esta história é um exemplo para a nossa vida.
    Que não devemos nos acomodar,mas lutarmos para uma vida melhor,buscando sempre algo novo inovador sermos empreendedores e lideres de si mesmo.

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  2. Alana 7°ano"B"

    Essa historia faz a gente refletir que nao devemos viver acomodados com uma vida miseravel,devemos lutar por uma melhor condição de vida

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  3. mariana 7*"b" essa historia nos ensina que nos temos que tentar diversas coisas ate as que parecer impossivel pois elas podem mudar nossas vidas

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  4. terezinha elizabete 7º ano"b"18 de fevereiro de 2010 18:53

    essa história faz com que as pessoas reflitam mais sobre as coisas da vida e que uma pequena coisa pode se tornar um grande riqueza...as vezes rebolamos coisas pequena coisa não sabendo que aquilo pode se tornar uma grande riqueza!

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  5. A história é super interessante professor, nos faz refletir de como a vida é cheia de surpresas, também demonstra como as pessoas podem crescer na vida e nos dá um incentivo maior para querer mudar e crescer cada vez mais na vida, afinal, se outros podem.. porque não eu? :D

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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  7. Samuel Façanha, 9º ano A19 de fevereiro de 2010 11:13

    mto legal ! ;]]'

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  8. Gostei pois as pessoas se contemtaram com muito pouco e quando tiraram o pouco que tinha delas tiveram que fazer coisas que nunca puderam pensar em saber fazer

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  9. Gostei desse texto pois a moral da história nos diz q ñ devemos depender dos outros e sim do próprio sustento.

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  10. samia lima 8° ano A21 de fevereiro de 2010 11:16

    refleti muito com esse esta historia prof

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  11. Eu gostei muito pois ele nós encina que "as aparencias enganam" pois todos pesavam que o velho sábia era rui mas se enganaram pois tudo que ele fez foi para o bem da familia.

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  12. Infelizmente essa é a realidade de muitos. Deixam de fazer muitas coisas para melhorar sua vida, por causa do comodismo, esquecem que podem tentar fazer algo novo, que podem conseguir fazer coisas que até então achavam que naum podiam.
    Somente quando nos levantarmos e perceber que ainda há muito á fazer por nós e pelos outros, deixarmos o comodismo de lado é que poderemos crescer...
    LEMBRE-SE:Não existe situação que durará para sempre!

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  13. Isabelly Karine 8°C22 de fevereiro de 2010 00:34

    Prof,queria lhe parabenizar,pois estes textos me ajudarão a refletir na vida.Por que muitas pessoas vivem desse jeito,ñ pensam em fazer outra coisa"fazer diferente"por isso maioria ñ prospera!

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  14. daniel sétimo B . engrasado e iteresante

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  15. ADOOOREEI , esse texto er boom de mais , noz faaiz pensar qe naum devemos nos acomodar na viida ,.

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  16. Nao devemos nos escorar nos outros,pois devemos descobrir nossos dons.Andressa kelly 9ano A

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